A crise ambiental de que tanto ouvimos falar nos jornais, na televisão e nas conversas com amigos, certamente é global. Envolve todo nosso modo de vida e o modelo de desenvolvimento adotado pelas grandes potências mundiais, onde o objetivo máximo é o lucro. Conseqüentemente, para superarmos essa crise, devemos lutar para que cada vez mais países se comprometam em construir uma alternativa sustentável a seu desenvolvimento. Mas, e aqui no Rio de Janeiro, o que podemos fazer? Que tipo de política pública pode melhorar nossa realidade ambiental?

Em primeiro lugar, não devemos pensar em políticas para o meio ambiente descoladas de políticas que melhorem a qualidade de vida da população. Muitas vezes, pensamos o homem como inimigo do meio ambiente, como se houvesse um antagonismo entre o ser humano e a natureza. Precisamos desconstruir essa idéia – o homem pode e deve viver em harmonia com o seu meio.

Um exemplo de política ambiental que reflete em melhora na qualidade de vida é a criação de um plano de arborização. Algumas áreas urbanas do Rio de Janeiro possuem atualmente 99,9% de degradação, ou seja, são espaços sem qualquer tipo de vegetação. Esse total desmatamento, aliado com a alta taxa de urbanização, é responsável pelo aumento da temperatura nessas localidades.

Além disso, como construir uma relação entre a população e o meio ambiente em um local totalmente devastado? Imagine explicar a uma criança que não vê árvores a sua volta a importância de preservar o meio ambiente – certamente será uma tarefa difícil.

Nesse sentido, também é de extrema importância pensarmos em uma política séria de educação ambiental, vinculada a rede pública de ensino. A população deve ser envolvida na construção de uma sociedade mais sustentável – e nada melhor do que a educação para aprofundar esse processo.

Cooperativas como as de catadores e de reciclagem também devem ser incentivadas. São alternativas sustentáveis para a superação de um grande problema urbano: a grande quantidade de lixo que produzimos. Além disso, o crescimento ordenado das cooperativas significa emprego para muitos.

A participação popular é essencial para que um plano estadual de meio ambiente avance e contemple as necessidades de cada localidade. E o fortalecimento do Conselho Estadual de Meio Ambiente é um passo para que a sociedade seja cada vez mais ativa na definição dessas políticas públicas. Cabe a ele, em conjunto com os movimentos sociais organizados, cobrar do poder público a implementação de medidas que ajudem a tornar nosso estado um espaço sustentável e onde haja uma integração positiva entre homens e meio ambiente.

FONTE: Documentos do Setorial de Meio Ambiente do PT-RJ

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