O deputado Robson Leite acompanhou hoje (15/09) o lançamento do banco comunitário da Cidade de Deus, na Zona Oeste. Com esse banco, a cidade do Rio de Janeiro entra para o grupo de municípios que vêm apostando nas moedas sociais como forma de desenvolvimento local.

A partir de agora, ceca de 100 comerciantes cadastrados no bairro vão oferecer descontos, de até 10%, para quem fizer suas compras com a nova moeda, batizada de CDD. O primeiro banco comunitário da capital fluminense é uma parceria entre a Prefeitura do Rio e a Caixa Econômica Federal e conta com investimentos de mais de R$ 200 mil. O objetivo do empreendimento é aumentar a circulação de bens e serviços para promover o desenvolvimento econômico da comunidade.

O banco social oferecerá aos moradores, beneficiados pelo Programa Bolsa Família, empréstimos de R$ 150 (juros de 1,5% ao mês) e até R$ 5 mil (juros de 3% ao mês) para os empreendedores locais.

Também presente no evento, o secretário Nacional de Economia Solidária do MTE, Paul Singer, reafirmou a importância dos bancos comunitários que, para ele, além de distribuir crédito, são instrumentos de inclusão social e erradicação da miséria, pois têm como foco a parcela mais pobre da população e fazem girar a economia e o comércio nessas localidades.

A moeda social é uma ferramenta de finanças solidárias utilizada por mais de 60 bancos comunitários por todo o país. A primeira experiência deste tipo foi lançada em 1998, no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza (CE). O Banco Palmas, nome dado ao empreendimento, tem sido a grande fonte de inspiração das comunidades que adotam a moeda social.

Silva Jardim, a pioneira

Apesar de seu uso ser mais comum em bairros e comunidades locais, algumas cidades também já lançaram suas moedas. A pioneira no estado do Rio foi Silva Jardim, cidade de 25 mil habitantes na região das baixadas litorâneas, que lançou sua moeda, o Capivari, em novembro passado.

Menina dos olhos da administração do prefeito Marcelo Zellão (PT), a moeda social tem como objetivo estimular a economia local, gerar empregos e aumentar a arrecadação de impostos, ao incentivar a compra de mercadorias na própria cidade. Segundo o prefeito, é muito comum que os moradores gastem no comércio de cidades vizinhas, como Rio Bonito, a 30 quilômetros de distância, o que prejudica a economia da cidade.

Como toda novidade, o Capivari foi inicialmente recebido com desconfiança pela sociedade. Mas, de acordo com a gerente do banco comunitário, Tatiana da Costa Pereira, a moeda rapidamente ganhou aceitação entre a população e, dez meses depois, quase todos os comerciantes e prestadores de serviços já fazem transações com o Capivari.

Além de estimular que os estabelecimentos comerciais ofereçam descontos para quem compra com a moeda social, o Banco Capivari também oferece empréstimos a juro zero para aumentar o consumo da população.

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