O governo ilegítimo de MiShell Temer decidiu fechar as farmácias do programa popular que são mantidas com recursos federais. Os pacientes agora vão ter que recorrer às farmácias conveniadas.

Lamentável essa decisão, que mais uma vez demonstra que o compromisso desse governo não é com a população, sobretudo  os mais pobres. O compromisso desse governo é com os ricos, com os empresários e com o grande capital. Vamos pressionar e lutar contra esses retrocessos. Não podemos deixar que os direitos e garantias da classe trabalhadora sejam retirados. 

O Brasil tem outros caminhos para sair da crise: possuímos 370 bilhões de dólares em reservas cambiais, que significa quase metade do PIB nominal do país. Isso mesmo, mais de R$ 1 trilhão de reais que faz com que o Brasil seja o detentor de uma das maiores reservas cambiais do mundo. O que não temos é um governo que tenha o povo como prioridade, pois o atual só enxerga o mercado e o grande capital ao qual é totalmente subserviente.

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O governo Temer anunciou, que não vai mais financiar as unidades próprias do programa Farmácia Popular. Em reunião com representantes do Ministério da Saúde e secretários estaduais e municipais da área, ficou decidido que as unidades não mais receberão verbas da União a partir de maio. Caso os municípios optem pela manutenção das unidades, deverão arcar com os custos, o que aponta para o fechamento da maioria.

Lançado em 2004, durante o primeiro de Luiz Inácio Lula da Silva, o programa garantia a distribuição gratuita ou com até 90% de desconto de 112 medicamentos de uso contínuo para doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e anemia. A rede própria, que já vinha sendo reduzida, conta hoje com 393 unidades.

Será mantida pelo governo federal apenas a distribuição de medicamentos por maio de farmácias conveniadas, na variante Aqui Tem Farmácia Popular, que conta com gama de medicamentos reduzida, de apenas 25 itens.

Para Hugo Fanton, integrante da União dos Movimentos Populares de Saúde (UMPS), a medida é mais um retrocesso do governo Temer na área da saúde e vai restringir o acesso da população de baixa renda a assistência farmacêutica na rede pública. “A tendência é piorar ainda mais o acesso aos medicamentos”, afirmou.

O governo diz que pretende, com o fechamento das unidades próprias, economizar cerca de R$ 100 milhões anuais. Segundo Fanton, trata-se de uma agenda que visa a restringir os recursos e reduzir a participação do sistema público de saúde de modo a privilegiar os interesses do setor privado.

Fonte: Rede Brasil Atual

 

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