Se já não bastasse o absurdo da portaria que acabou com o combate ao trabalho escravo no Brasil, o governo usurpador e golpista agora zomba desse assunto que envergonha o país com essa infeliz e lamentável declaração da ministra de Direitos Humanos. Algo completamente descolado da realidade do povo brasileiro. E não me refiro apenas ao salário, mas à postura arrogante e inaceitável da ministra que deveria ter como compromisso fundamental a defesa dos Direitos Humanos ao invés dos seus privilégios.

Triste realidade, mas a grande marca desse governo ilegítimo é, cada vez mais, o total descolamento da realidade do povo brasileiro e a completa submissão aos interesses do grande capital.

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Filiada ao PSDB e integrante do governo do presidente Michel Temer (PMDB), a ministra dos Direitos Humanos Luislinda Valois fez um pedido ao governo federal para acumular salários e ganhar R$ 61,4 mil, informou nesta quinta-feira o jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a publicação, a ministra – que também é desembargadora aposentada – usou 207 páginas em seu pedido para se queixar o teto constitucional do serviço público, que só lhe permite ganhar R$ 33,7 mil, impedindo o acúmulo dos dois vencimentos.

“Sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura”, afirmou a ministra, que confunde “3353” – número da Lei Áurea – com “3533”, dado citado no seu pedido.

Segundo o Código Penal brasileiro, trabalho análogo ao de escravo é aquele que submete a pessoa a condições degradantes, jornada exaustiva, trabalho forçado, cerceamento de locomoção e servidão por dívida.

O jornal lembra que, como ministra, Luislinda tem direito a carro com motorista, jatinhos da FAB, cartão corporativo, imóvel funcional e a salário de R$ 30,9 mil. Se pudesse acumular o total dos seus vencimentos, o montante chegaria a R$ 61,4 mil por mês.

Procurada, a ministra afirmou à publicação que não se pronunciaria sobre o assunto.

A demanda de ganhar acima do teto constitucional é pleiteada por Luislinda e possui um precedente dentro do próprio governo Temer, no qual pelo menos três ministros ganhavam acima do teto, conforme publicou o jornal O Globo em 2016.

Fonte: JB

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