Estive sábado no concerto dos músicos arbitrariamente demitidos da OSB e reproduzo abaixo texto de Luiz Paulo Horta publicado em sua coluna no O Globo de 03.05.2011 sobre a apresentação.

Os músicos demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira apresentaram-se sábado em concerto que lotou a Escola de Música da UFRJ e que teve a participação de instrumentistas da Petrobras Sinfônica e da orquestra do Teatro Municipal. Tocou-se o Hino Nacional, e Cristina Ortiz, ao piano, conduziu uma emocionante interpretação do Concerto nº 4 de Beethoven. O clima era de euforia e preocupação. Houve discursos indignados, que em nenhum momento escorregaram para ofensas.

E assim chegamos a esta situação esdrúxula, em que há uma OSB e uma “OSB do B”. Mas a OSB original está agora montada nas bases mais frágeis do mundo, e o pedido para que o maestro Minczuk se afaste me parece bem mais próximo da realidade do que os anúncios, de um prodigioso otimismo, publicados pela Fundação OSB. Também não ajuda nada a entrevista do maestro às Páginas Amarelas de “Veja”, onde se diz que ele “vence a primeira batalha de uma guerra santa contra a mediocridade e o corporativismo”. Fica parecendo uma briga de paulistas com cariocas.

Nenhuma batalha foi vencida, e não vejo como se possa (re)construir uma orquestra de costas para a maioria maciça do meio musical brasileiro.

Texto de Luiz Paulo Horta publicado em sua coluna no O Globo de 03.05.2011.

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