Triste e dura realidade do Brasil de Temer. Em nome de uma mentira intitulada “austeridade fiscal” criada com a realidade imposta pela maldita PEC do “Teto dos Gastos”, que impõe uma nova realidade fiscal baseada no “déficit nominal zero”, o Brasil vive tempos de profundos retrocessos sociais. Uma realidade mentirosa e que tem por objetivo de transformar o Brasil em uma nação rentista. Na Europa, por exemplo, países como Portugal, França e Itália possuem déficits de até 3% do PIB e ninguém derruba governos por isso. Porém, aqui, parece que quem manda é o deus mercado. Como consequência desse cenário temos graves retrocessos como esse do fim das importantes operações de fiscalização contra o trabalho escravo, uma das marcas da nossa atuação à frente da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho no RJ.

Vamos divulgar e pressionar. Esse governo não pode continuar com essa sanha maldita de retirar direitos e conquistas históricas do povo brasileiro.

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Último país a abolir o trabalho cativo nas Américas, em 1888, o Brasil tornou-se referência mundial no combate às formas contemporâneas de escravidão nas últimas duas décadas. Desde a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, em 1995, foram resgatados mais de 50 mil brasileiros em condições degradantes de trabalho ou submetidos a um regime de servidão por dívidas, triste resquício do predatório modelo de exploração da mão de obra dos tempos da Colônia e do Império. Os recentes avanços no enfrentamento ao problema estão, porém, ameaçados.

Por insuficiência de recursos humanos e financeiros, as fiscalizações de denúncias contra práticas escravagistas estão em franco declínio desde 2013, quando 313 locais foram inspecionados e 2.808 trabalhadores foram resgatados. No ano passado, o número de estabelecimentos vistoriados caiu para 191, assim como a soma de resgates, 885.

Diante da obsessão da equipe econômica de Michel Temer de cortar gastos para aplacar a crise fiscal, as inspeções podem ser paralisadas a partir de agosto, alerta o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait). “Há tempos sofremos com a falta de reposição de pessoal e com a progressiva redução de recursos para as atividades de fiscalização do trabalho.

Mais em: https://www.cartacapital.com.br/revista/963/o-combate-ao-trabalho-escravo-esta-em-declinio-no-brasil

Fonte: Carta Capital

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