Essa é a lógica que impera no Rio de Janeiro. A lógica do grande capital e da submissão do público ao interesse privado. Quem paga essa conta? O trabalhador e a trabalhadora que, além de sofrer com as péssimas condições do transporte, assistem passivos e calados a descarada sonegação das empresas de ônibus. 

Quando fui Superintendente Regional do Ministério do Trabalho e Emprego no RJ, não foram poucas as vezes que eu coordenei ações de fiscalizações nessa área. Foram cerca de 140 milhões de reais em multas e uma série de irregularidades que constatamos nesse setor. Um absurdo, sobretudo em função da histórica omissão do Estado em fazer a sua parte ao fiscalizar esse setor que é concessão pública. 

Triste, mas é a dura e pura realidade do Rio de Janeiro…

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Uma inspeção especial do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nos dados fornecidos pela Fetranspor ao Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) comprovou o que já se sabia há muito tempo.

As empresas de ônibus subnotificam (ou superdimensionam) o número de passageiros — de acordo com os seus interesses.

Comparando diferentes relatórios feitos pelas empresas, o TCE descobriu que, quando é para pagar imposto, elas chegam a apresentar um número 19 vezes menor.

Já para receber subsídio ao Bilhete Único, o contrário: inflam o número para lucrar mais!

Cupom

A descoberta do tribunal foi comunicada ao deputado estadual Carlos Minc (sem partido).

Diante da evidência das fraudes, o moço apresentou um projeto de lei para determinar que nos guichês e terminais de atendimento seja impresso um cupom fiscal para cada compra e ou recarga do cartão eletrônico.

Com a emissão do comprovante, fica muito mais difícil inventar os números.

Fonte: Extra

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