Lamentáveis as declarações do Deputado Federal Jair Bolsonaro no programa CQC e o claro teor racista das mesmas – caso que está tipificado inclusive na Legislação.

Bolsonaro conseguiu, em poucos minutos e de forma rude, expressar a matriz do pensamento ultraconservador brasileiro que, infelizmente, sobrevive em alguns setores da nossa sociedade.

Esta manifestação trouxe para a ordem do dia a ainda existência de racismo no Brasil – contrariando o mito da igualdade racial que alguns segmentos reacionários da nossa sociedade tentam consolidar. Ora, se todos nós temos realmente as mesmas oportunidades, porque a inserção de negros e negras no ensino superior é menor do que de brancos e brancas? E porque a porcentagem de afrodescendentes nas classes sociais mais baixas é tão grande?

Os mesmos setores se utilizam desse falso argumento de igualdade para desqualificar iniciativas como a Lei das Cotas – ou outras que buscam resgatar a dívida histórica que o Brasil tem com a população negra -, para descredibilizar políticas públicas que geram oportunidade para os segmentos mais excluídos da sociedade.

Na mesma entrevista, Bolsonaro defendeu ainda a Ditadura Militar e o autoritarismo na condução da Nação, quando o movimento que construímos é de cada vez maior democratização do país, da esfera política e da sociedade. Pregou a violência doméstica, quando o momento é de busca pela paz.

As inúmeras reações da sociedade mostraram que já não assistimos a essas colocações com passividade. Ontem, este foi o assunto das redes sociais e o Deputado será cobrado por suas expressões.

Fiz também um pronunciamento sobre o tema no Plenário da Alerj e contei com a adesão de alguns companheiros da Casa. Este é um importante movimento para superarmos de vez esse preconceito: a indignação e a reação das pessoas de bem.

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