Durante os oito anos de mandato de Lula um novo modelo de governo foi instaurado no Brasil. Ao contrário do que foi feito nos governos anteriores, que seguiram uma linha de estado mínimo, com privatizações e sucateamento dos bens públicos, o governo petista encarou o fortalecimento do Estado como estratégico para o desenvolvimento nacional.

A reformulação do Estado foi baseada na afirmação da soberania nacional e na aliança entre desenvolvimento econômico e as necessidades sociais. Toda a política econômica brasileira esteve focada no conjunto da nação, principalmente nos setores populares, e não no enriquecimento de poucos.

Os serviços básicos – como educação, habitação e segurança – voltaram a ser pontos importantes de investimento público. Universidades foram criadas, programas como o PRONASCI, de segurança cidadã, foram desenvolvidos pelo governo federal e verbas para investimentos em estrutura foram repassadas aos Estados através do PAC. O Estado assumiu sua responsabilidade de promover o bem estar comum.

Ao mesmo tempo, as empresas públicas receberam investimentos recordes. Os setores estratégicos, como petróleo e minérios, tornaram-se parte importante da política de valorização do país. Hoje, por exemplo, a Petrobras significa a afirmação da soberania do Brasil, graças a mudança de atuação do governo. Durante o governo FHC, a política era de sucateamento, com objetivo final de privatização (o nome seria Petrobrax, lembram?) e de expropriação das riquezas nacionais.

O aumento do número de concursos públicos nos últimos anos mostra como as empresas estatais se desenvolveram e como a reconstrução do espaço público avançou. A grande procura por vagas no serviço público também reflete a retomada de confiança da população nas empresas públicas, antes associadas à improdutividade e corrupção.

O fortalecimento das estatais afetou diretamente o desenvolvimento do Rio de Janeiro. O crescimento de empresas como a Petrobras e a Eletrobrás movimentou nossa economia. Os grandes investimentos na indústria naval podem ser comprovados a olhos vistos por quem passa pela Ponte Rio-Niterói.

Mas ainda sentimos os efeitos da gestão do PSDB no governo de nosso Estado. Marcelo Alencar, Garotinho e Rosinha seguiram o receituário demo-tucano. Hoje não temos um banco estadual, que poderia fomentar e investir em nossa economia (como fazem os federais Caixa e Banco do Brasil) graças à venda do BANERJ ao Banco Itaú.

O espaço do poder público foi reduzido e uma série de atividades essenciais foi repassada aos setores que buscam obter lucro com a redução da qualidade dos serviços prestados. É o caso do setor de transportes, que foi se deteriorando a partir da política de concessões. Também pode ser o caso da Saúde, da Educação e da Cultura, caso não busquemos reverter a política de terceirização.

Esta luta ainda está em andamento. Através do mandato, buscaremos enfrentar o que resta de orientação neoliberal na condução das Políticas Públicas no Estado do Rio de Janeiro, melhorando os serviços e enquadrando a utilização do espaço público a partir dos interesses da maioria da população.

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