Em artigo recentemente publicado no site CartaMaior, Emiliano José, jornalista e histórico militante do PT e da esquerda brasileira, nos lembra de que não temos o direito de esquecer.

Não podemos esquecer a truculência que a direita sempre travou as disputas políticas reais e a violência com que trata as classes subalternas. Ainda mais quando os representantes destas têm a ousadia de pretender transformar, mesmo que com Reformas a partir da institucionalidade vigente, o modelo desta sociedade baseada na exclusão.

Eventualmente, como diz Emiliano, imaginávamos participar de uma disputa civilizada, no campo das idéias e dos projetos e não o festival de baixarias e mentiras que já se constituem na mais deplorável campanha eleitoral da Direita após a democratização do país.

Em nosso otimismo, esquecemos que trata-se na verdade da luta de classes? Que gigantescos interesses econômicos e geopolíticos se interpõe a nosso projeto e que qualquer arma, qualquer mesmo, é válida para impor uma derrota aos setores populares no Brasil e na América Latina “rebelde”.

Se ilusões existiam, elas rapidamente se perdem frente à avalanche de ações perpetradas pelos nossos adversários. E estas lições aprendidas no fragor da luta que estamos travando devem nos fortalecer para buscar energias, ampliar o leque de mobilização e refinar a tática e a estratégia frente às maquinações da Direita. Não tendo o direito à ingenuidade, só nos resta estarmos preparados para as vilanias que virão ainda nesses poucos dias que faltam e ampliar os esforços para não perder a ofensiva.

Setores antes adormecidos, que assistiam mais do que participavam dos embates destas eleições começam a se movimentar. Foi emocionante a caminhada dos trabalhadores, nesta última 5ª feira no Rio de Janeiro, com operários da construção naval, representantes de várias categorias profissionais, os sem terra, várias centrais sindicais, partidos de esquerda (com exceção dos sectários de sempre). Como foi impressionante a enorme fila debaixo de chuva na porta do Teatro Oi CasaGrande para participar do encontro de artistas e intelectuais com Dilma em pleno bastião serrista, o Leblon.

A volta do entusiasmo dos setores populares organizados e dos movimentos sociais, o reencontro com representantes da intelectualidade progressista que haviam se mantido afastados, a reaproximação, ainda que tímida, com parte da esquerda que esteve na Oposição à Lula, representam uma saudável reação aos descalabros da Direita enfurecida.

Temos poucos dias. Vamos à luta.

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