Absurdo. A cada dia que passa esse governo que aí está produz retrocessos e perdas inacreditáveis ao nosso país. É uma constante e inexpugnável volta ao passado. Dessa vez assistimos, passivos e calados, ao fim do combate ao trabalho escravo. Não bastou as advertências da ONU e os constantes alertas dos grupos e movimentos envolvidos nessa causa. Simplesmente acabou o combate ao trabalho escravo no Brasil em função dos cortes orçamentários imposto por esse governo rentista e entregue aos interesses do grande capital privado.

Já passou da hora de interromper esse governo. Pressione o seu Deputado para que ele vote a favor da nova denúncia contra o Temer. As vidas dos trabalhadores e trabalhadoras agradecem.

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O governo de Michel Temer interrompeu o repasse de verbas para a Detrae (Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo), órgão vinculado ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), responsável por combater essa violação. Desde 1995, a divisão já libertou mais de 50 mil trabalhadores que eram explorados de maneira análoga à escravidão.

O pronunciamento feito pela Conectas durante a 36a reunião do Conselho alerta sobre como a falta de financiamento impacta no trabalho de campo da divisão. Um dos pontos de atenção são as fazendas cafeeiras do Sul de Minas Gerais, região em que já foi constatada a ocorrência de violações como tráfico de pessoas, condições degradantes de trabalho e violência contra trabalhadores.

“A interrupção da fiscalização contra o trabalho escravo vai ter efeitos devastadores. O Brasil vinha num ritmo de controle que permitiu a libertação de uma média de 2500 trabalhadores por ano. Essas pessoas viviam em condições totalmente degradantes e eram submetidos às formas modernas de escravidão.

Quase 130 anos após a assinatura da Lei Áurea, a escravidão ainda é uma realidade no Brasil e não pode ser tratada com leviandade. O atual governo tem o dever de manter os mecanismos de defesa dos trabalhadores para não nos depararmos com esse tipo de situação inaceitável”, pontua Caio Borges , coordenador de Empresas e Direitos Humanos da Conectas.

Em resposta, o governo brasileiro argumentou que “nenhum trabalho de campo para combater a escravidão moderna foi suspenso” e que o Ministério do Trabalho vai realocar recursos para continuar as operações de monitoramento.

Fonte: DCM

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